Estado de São Paulo e França querem ampliar a colaboração científica

FAPESP assinou prorrogação de parceria com o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) e acordo para financiamento de projetos em ciências biomédicas a serem desenvolvidos na Plataforma Científica Pasteur-USP

A FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e o Centro Nacional de Pesquisa Científica (Centre National de la Recherche Scientifique – CNRS), da França, assinaram uma prorrogação de acordo para cooperação científica.

Dois dias antes, em Paris, a Fundação tinha assinado um outro acordo com o Instituto Pasteur e a Universidade de São Paulo (USP) para o financiamento de projetos de jovens pesquisadores em ciências biomédicas a serem desenvolvidos na Plataforma Científica Pasteur-USP, em São Paulo. 

Estes dois acordos marcam a consolidação da colaboração científica entre pesquisadores do Estado de São Paulo e franceses, que segundo Marco Antônio Zago, presidente da FAPESP, deve se intensificar nos próximos anos.

O primeiro acordo de cooperação científica entre a FAPESP e o CNRS foi realizado em 2004 e resultou em uma série de projetos de pesquisa colaborativos em áreas como Biologia, Energia, Meio Ambiente e Física. 

Atualmente, o Brasil é o principal colaborador científico do CNRS na América do Sul, cujo orçamento anual é de 3,5 bilhões de euros, dos quais 2,65 bilhões são provenientes de subsídios públicos e 770 milhões de receitas próprias, obtidas de patentes resultantes de parcerias em projetos científicos e tecnológicos com empresas. 

Segundo Jean Théves, assessor da diretora das relações internacionais do CNRS e responsável pelas Américas, um novo laboratório é criado em conjunto com empresas a cada 15 dias.

“Esses laboratórios são criados e articulados em torno de um tema para responder a desafios científicos ambiciosos e bem definidos. A transferência de conhecimento entre o mundo acadêmico e a indústria certamente se acelerará nos próximos anos”, avaliou. 

Olga Anokhina, diretora do escritório do órgão na América do Sul, afirma que aproximadamente 65% das publicações científicas de pesquisadores franceses em parceria com brasileiros são feitas por meio da cooperação com o CNRS.

Anokhina destaca o CNRS como o organismo de pesquisa inter e multidisciplinar mais importante na Europa e um dos mais destacados no mundo em várias áreas.

Localizada no Rio de Janeiro, em razão da grande quantidade e qualidade de cooperações científicas com o Brasil, a sede do escritório cobre toda a América do Sul.

Na região estão localizados seis dos mais de mil laboratórios de pesquisa fundados pelo CNRS em parceria com universidades nacionais e internacionais, dos quais três estão situados em Santiago do Chile, um no Uruguai, um em Buenos Aires e um no Rio de Janeiro, no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). 

Até o momento, é esperada a inauguração de mais um laboratório de pesquisa no Brasil, na área de Ciências Humanas. 

Impulsionamento da colaboração

A colaboração científica entre o Brasil e a França foi impulsionada nos últimos anos com a inauguração, em 2019, da Plataforma Científica Pasteur-USP (SPPU). 

Criada a partir de uma parceria científica entre o Instituto Pasteur, a USP e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e assinada em junho de 2015, a plataforma é voltada a desenvolver pesquisas voltadas para o estudo de agentes patogênicos emergentes, cujas infecções podem provocar danos no sistema nervoso central.

Localizada no Centro de Pesquisa e Inovação Inova USP, a plataforma é composta por 17 laboratórios e o seu principal objetivo é desenvolver métodos para prevenir epidemias dessas doenças. 

No presente cenário pandêmico, os trabalhos dos pesquisadores vinculados à SPPU já resultaram no desenvolvimento de novos testes para a detecção de anticorpos neutralizantes contra o SARS-CoV-2 após a vacinação ou infecção natural e de descobertas como a de que o novo coronavírus aumenta o gasto energético de células do cérebro para se replicar. 

Dentre seus laboratórios, quatro são de nível de biossegurança 3 (NB-3), onde serão estudados patógenos de alto risco, como o SARS-CoV-2. O investimento previsto é de cerca de R$ 40 milhões, sendo R$ 15 milhões em equipamentos. 

A G.A.C. Group é uma empresa de origem francesa, com presença em seis países: Alemanha, Brasil, Canadá, França, Romênia e Singapura.

Apoiamos e incentivamos as ações estratégicas para melhorar, ampliar, prolongar e tornar ainda mais efetivas as parcerias franco-brasileiras.

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