Estudo da Visa aponta que inovação avança rapidamente na América Latina

Biometria, tokenização e Inteligência Artificial (IA) para detecção de fraudes estão entre as tecnologias mais utilizadas em 2021

A Visa divulgou recentemente a terceira edição do seu relatório de inovação, o “State of Innovation”. A pesquisa foi conduzida pela Americas Market Intelligence (AMI), no período de maio a novembro de 2021, e envolveu a avaliação de mais de 100 empresas da América Latina com base em cinco pilares de inovação: suporte interno para a inovação, colaboração externa, execução, uso de tecnologia e capacidade de escala.

A edição de 2022, mostra que o percentual de participantes da América Latina que estão no estágio “Avançado de inovação” teve a maior alta, subindo de 17% para 23% em relação a 2020, demonstrando que as empresas mais inovadoras da região estão abrindo caminho para ecossistemas digitais mais confiáveis e fortes. Além disso, o número médio de Interfaces de Programação de Aplicativos (APIs) das entidades pesquisadas aumentou 53% em relação a 2020.

Segundo o estudo, a nova estratégia de inovação mais descentralizada e aberta, é o principal motivos dos novos modelos de inovação e aumento do uso de tecnologias digitais. Enquanto em 2020 as empresas concentram-se em migrar para canais móveis e digitais na esteira da covid-19, hoje, elas estão trabalhando para solucionar as barreiras estruturais que atrapalham a digitalização. Biometria, tokenização e Inteligência Artificial (IA) para detecção de fraudes foram as tecnologias com o maior aumento no uso no ano passado em relação a 2020.

Brasil é líder em inovação

O Brasil lidera o ranking com mais de um terço das empresas mais inovadoras. De acordo com o levantamento, no país, as companhias tendem a ter mais parcerias com startups e são mais propensas a ter um investimento direto ou parcial. Além disso, elas também estão à frente em termos de tecnologia por terem um número significativamente maior de APIs e estão experimentando ativamente tecnologias avançadas, como IA, tokenização e criptografia.

De acordo com o estudo deste ano, as 30 empresas mais inovadoras da região formam um grupo bastante diversificado. As nativas digitais representam 46% desse todo, enquanto as empresas tradicionais de emissão, comércio e aceitação perfazem os 54% restantes, demonstrando que muitas organizações mais antigas se reinventaram adotando modelos inovadores.

A pesquisa também revela as características mais importantes compartilhadas atualmente por essas empresas de alta performance:

  • A inovação é descentralizada em toda a organização, está profundamente integrada à estratégia corporativa e é promovida pelos executivos do C-level com equipes autônomas e ágeis. Além disso, 93% das empresas mais inovadoras dizem usar incentivos para promover a inovação de forma mais ampla em toda a organização.
  • Ao compartilharem abertamente seus dados, quebrarem silos e fazerem parcerias externas, elas adotam uma estratégia de inovação aberta para oferecer uma experiência superior aos seus clientes.
  • Elas estão usando tecnologias de última geração, entre as quais, inteligência artificial (IA), machine learning, biometria, open banking, pagamentos mais rápidos e muitas outras para derrubar as últimas barreiras à digitalização: fraudes, pagamentos lentos, silos de dados e experiências de cliente desarticuladas.
  • Em vez de se dedicarem a grandes lançamentos, essas empresas estão sempre revisando seus produtos e serviços atuais, usando testes contínuos em tempo real e feedbacks constantes dos clientes.
  • As empresas participantes foram classificadas em cinco estágios de inovação: inicial, em desenvolvimento, intermediário, avançado e inovador nato/maduro. O estudo incluiu entrevistas com CEOs, COOs, CTOs e fundadores de empresas.

Confira mais destalhes sobre o Estudo: https://bit.ly/3qudd7p

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