Os novos passos para o ciclo transformador da agropecuária de baixa emissão de carbono

Objetivo do país é disseminar as tecnologias de baixa emissão de carbono no setor, como solução para mudanças climáticas


Associações e empresas do agronegócio marcaram presença na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, em Glasgow, na Escócia.

Considerado o 5º maior emissor de gases de efeito estuda do planeta, o Brasil está atrás apenas da China, Estados Unidos, Rússia e Índia, países onde predomina a emissão de gases por queima de combustíveis fósseis para geração de energia.

Antes mesmo da COP26, foram levantadas estratégias de adaptação à mudança do clima na agropecuária.

Em maio deste ano, o presidente da Embrapa, Celso Luiz Moretti, participou do quadro “Bate-papo com Roberto Rodrigues” no canal do FGV Agro no Youtube, onde falou sobre ciência e tecnologia na agricultura brasileira.

De acordo com o presidente, não existe setor mais inovador na economia brasileira do que o agro. Ele ainda destaca a proveniência de vinte e um por cento do PIB brasileiro, do agro.

“A competitividade e o aumento de produção só existem com a tecnologia. O Brasil, que tem a maior biodiversidade do mundo, tem tudo para ter multinacionais de bioinsumo para aumentar ainda mais a competitividade do agro e estamos trabalhando para ampliar a participação brasileira nesse cenário”, declarou Moretti.

O presidente da Embrapa também abordou sobre as três grandes ondas da história da agricultura, baseadas em tecnologia: a expansão, a competitividade e a sustentabilidade do setor agrícola no Brasil.

“Essas etapas colocaram o Brasil como um dos maiores produtores de alimentos, fibras e bioenergia, exportando para mais de 180 países. Tudo isso, é preciso destacar, com um agro sustentável”, explicou.

Sustentabilidade e Mudanças Climáticas

Ao falar de sustentabilidade, Moretti destacou as ações realizadas pelo Brasil para cumprir com esta agenda. “O agro brasileiro é sustentável. Temos manejo integrado de pragas; produção orgânica; tratamento de dejetos; sistema de integração lavoura-pecuária-floresta, que está permitindo que o Brasil surpreenda o mundo com a carne de carbono neutro e o leite de baixo carbono; e o compromisso de reduzir as emissões de carbono até o ano de 2050.  São exemplos de sustentabilidade que vamos seguir aumentando cada vez mais”, afirmou.

Ainda segundo o presidente da Embrapa, todos os tipos de negócios mundiais serão afetados pela situação da mitigação do carbono até 2050, não importa o setor em que estejam, e o Brasil tem ciência e tecnologia para enfrentar essa questão que está no centro da agenda mundial.

Agricultura 4.0

 “O digital na nossa vida é essencial. Temos avançado de forma muito consistente na agriculta digital com sensores, drones, internet, inteligência artificial, visão e simulação computacional”, informou o presidente da Embrapa ao defender que a agricultura 4.0 é uma frente inevitável para agro.

Moretti também explicou que, apesar dos avanços em tecnologia, o Brasil possui um grande desafio na agricultura 4.0: a conectividade.

“Segundo dados do IBGE de 2017, somente 30% das propriedades rurais tinham conexão com a internet. Se não avançarmos em passos largos nessa questão, vamos ficar para trás. O Brasil precisa investir seriamente na conectividade. O 5G vem aí e tenho esperança de que será um grande avanço para a agricultura digital”, afirmou.

China como incentivo tecnológico para o desenvolvimento verde e de baixo carbono

Um exemplo de transformação ecológica da indústria e da internet, é o parque industrial de sensores de “rede das coisas” Zhengtai, em Yueqing, na província de Zhejaing, leste da China. Nele, é possível verificar vários painéis solares instalados nos tetos dos edifícios.

Esse sistema fotovoltaico pode gerar até 40 mil kwh de energia por ano, economizando 27 mil yuans em tarifas energéticas para o parque industrial. Ao mesmo tempo, uma “plataforma de nuvem inteligente de gestão de energia” tem a capacidade de monitorar o equipamento e recorrer ao big data, inteligência artificial e outras tecnologias para tornar a rede elétrica mais inteligente.

A China estabeleceu um cronograma para atingir o pico de carbono até 2030 e a neutralidade até 2060, o que significa que restam apenas 30 anos do pico de carbono para a neutralidade, período muito mais curto do que o tempo gasto pelos países desenvolvidos.

O país se esforça para lidar adequadamente com a relação entre desenvolvimento e redução de emissões, busca um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental e faz uso pleno da inovação científica e tecnológica para transformar enormes desafios em oportunidades de desenvolvimento.

A G.A.C. Brasil é uma consultoria especializada, que pode ajudar as empresas a realizarem a inovação de baixo carbono. Entre os recursos oferecidos e que contribuem para a economia e desenvolvimento tecnológico, estão a Lei do Bem e os demais financiamentos.

Entre em contato conosco para receber mais informações:

WhatsApp (11) 9-9221-9019 área comercial.

E-mail: contato@group-gac.com.br

Telefone: (11) 4858-9350 – escritório central em São Paulo, capital.

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no email
Email

Artigos em Relacionamento

Ribeirão Preto: R$ 381,8 milhões em projetos de estrutura e inovação

Recursos devem ser utilizados no prazo de 5 anos e município deve dar contrapartida de R$ 95,4 milhões Foi aprovada pela Comissão de Financiamentos Estrangeiros (Cofiex), do Ministério da Economia, a destinação de US$ 69,7 milhões da Corporação Andina de Fomento (CAF) para financiar projetos de mobilidade, inovação, meio ambiente, entre outras áreas, em Ribeirão

O que faz empresas tradicionais se transformarem em startups?

Em entrevista exclusiva ao portal de tecnologia Canaltech, executivos explicam como as empresas tradicionais se rendem à cultura das startups Uma empresa tradicional trabalha em áreas de atuação conhecidas e busca operações estáveis que geram lucros. Já uma startup atua com soluções inovadoras e escaláveis, isto é, onde o número de clientes aumenta sem que

Lançada chamada pública da Finep/MCTI para implantação de centros de inovação em todo o País

Ao todo, serão investidos R$ 50 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico A Finep, empresa pública federal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), divulgou uma chamada pública para apoio financeiro a Centros de Inovação, situados em municípios que contam com universidades, centros de pesquisa e

pt_BRPortuguese
Rolar para cima