Previsão de crescimento da economia é de 4,9% em 2021

O otimismo em relação ao PIB é resultado da queda dos impactos econômicos da pandemia nos meses de março e abril deste ano. A expectativa anterior, projetada em março, era de 3%.

De acordo com a projeção realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a economia brasileira deve registrar crescimento de 4,9% neste ano, em comparação com 2020.

Em março, a expectativa era de expansão de 3%, no entanto, segundo a confederação, essa revisão aconteceu devido aos impactos da segunda onda da pandemia sobre a atividade produtiva serem menores do que o esperado. 

Tendo em vista este cenário, para o PIB industrial, é projetado um aumento de 6,9%, neste ano, sendo que a indústria de transformação deve ficar 8,9% maior em relação ao ano passado.

Robson Braga de Andrade, presidente da CNI, explica a a importância do crescimento da indústria por seu efeito multiplicador na geração de riquezas no país. “A indústria é o setor com maior capacidade de puxar o crescimento da economia. Cada R$ 1 produzido na indústria de transformação gera outro R$ 1,67 na produção da economia como um todo, sendo que, deste R$ 1,67, R$ 0,84 são gerados no setor de serviços”, diz.

Para ele, os percentuais de crescimento são significativos, mas 2020 foi um ano com paralisação muito forte da atividade industrial em abril, puxando a média do ano para baixo, apesar da rápida recuperação. “Um fator determinante para o crescimento econômico será o aumento dos investimentos”, afirma Robson Andrade. 

Segundo o economista-chefe da CNI, Renato da Fonseca, o empresário industrial está mais confiante e com maior intenção de investir. “Apesar do aumento dos juros pelo Banco Central, as taxas continuam baixas para o padrão brasileiro dos últimos anos. Além disso, a utilização da capacidade instalada segue elevada, o que sugere necessidade de investimentos para ampliar a produção”, afirma Fonseca

A avaliação é que a política fiscal, por sua vez, continuará atuando de forma positiva com relação à demanda agregada. Ainda que a diretriz continue sendo a busca pelo equilíbrio fiscal, o nível de gasto do governo será menor que o de 2020, mas superior ao de 2019.

Embora a indústria esteja em fase de recuperação, ainda exibe sinais de dificuldade. A indústria de transformação brasileira viu sua produção encolher, em termos reais, nos últimos dez anos, principalmente pelos fatores que compõem o Custo Brasil. De 2010 a 2020, o valor adicionado da indústria de transformação se reduziu 1,6% ao ano, em média. Como consequência, o PIB do Brasil cresceu apenas 0,3% ao ano.

Seu crescimento e impulsionamento na economia brasileira, dependem da aprovação de uma reforma tributária ampla, baseada em um imposto sobre valor adicionado, que elimine as distorções do sistema tributário brasileiro. O modelo atual gera distorções nos preços relativos da economia, o que desestimula os setores industriais, sobretudo os de cadeia produtiva longa. 

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