São Paulo avança no ranking da ciência de alto impacto mundial e é a única cidade da América Latina na lista

Capital paulista saltou para a 139ª colocação na edição de 2021. Na edição de 2020, a cidade ocupou a 172ª posição no ranking, composto por 200 cidades.

O Nature Index Science Cities, um suplemento do grupo Nature voltado a identificar as cidades que estão dando mais contribuições para a ciência de alto impacto no mundo, divulgou os resultados deste ano.

O ranking é baseado nas afiliações institucionais dos autores de artigos publicados em 82 periódicos científicos de alto impacto internacional monitorados pelo Nature Index, incluindo as revistas Nature, Science e Cell. Os periódicos foram selecionados por comitês independentes de pesquisadores líderes em ciências naturais, que foram solicitados a indicar os periódicos nos quais gostariam de publicar seus melhores trabalhos. Suas deliberações foram validadas por uma pesquisa com mais de 6 mil cientistas em todo o mundo.

A atual edição da lista cobre artigos publicados entre 1º de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2020, abrangendo o início da pandemia de COVID-19. A participação de cada cidade é calculada somando a contribuição das instituições afiliadas situadas nelas.

A cidade de Pequim, na China, se mantém em sua quarta liderança consecutiva, à frente de Nova York, Boston, San Francisco e Xangai.

Contribuições aos ODS

Foram ranqueadas as cidades que estão dando mais contribuições para que sejam atingidos os 17 ODS com base no rastreamento de pesquisas publicadas nos 82 periódicos monitorados pelo Nature Index e relacionadas à agenda mundial preconizada pela ONU.

São Paulo também foi a única cidade latino-americana a figurar nesse ranking, ocupando a 141ª posição.

A cidade de Pequim novamente liderou a lista, seguida por San Francisco, Nova York, Baltimore e Boston.

Prêmio de mentoria em ciência

O Brasil foi o país selecionado este ano para o prêmio Nature Research Awards for Mentoring in Science, lançado em 2005 com o objetivo de reconhecer mentores científicos.

Serão concedidos dois prêmios, no valor de US$ 10 mil cada, sendo um para mentor em meio de carreira e outro para pesquisador com uma longa trajetória de realizações em mentoria.

Os indicados para o prêmio devem estar atuando em qualquer disciplina dentro das ciências naturais ou sociais, incluindo ciências aplicadas, e estar trabalhando atualmente no Brasil.
 

Fonte: FAPESP